Está se tornando comum os estagiário de direito presidirem audiências. Começou no Juizado Especial Cível, e agora, já avança para as varas cíveis, de família e até criminal.
Presidir uma audiência é coisa séria! A quase totalidade destes estagiários se mostra totalmente despreparada. Muitos estão despreparados até para redigir no vernáculo, quiçá presidirem o ato.
Nos termos que estão ocorrendo, estas audiência de conciliação não levam a nada. Principalmente, não levam à conciliação, seu maior objetivo. Quando alcançada, se dá pela condução dos advogados que efetivamente demonstram o interesse em conciliar e não entupir as varas com demandas inúteis.
O Tribunal de Justiça e os magistrados deveriam ter mais preocupação com este tema. Muitas das vezes uma simples intervenção de um magistrado experiente resolveria o impasse e as partes sairiam conciliadas. Manter a situação como está é perda de tempo. Aliás, perda de tempo para os advogados e as partes, pois o juiz continua no seu gabinete cuidando de seus outros afazeres.
Vale lembrar, que presidir audiências sequer está na grade curricular das faculdades. Então, é bem melhor deixar esta atividade para quem sabe ou recebeu efetivo treinamento para a resolução de conflitos.
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